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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Pelecaniformes
Família: Ardeidae
 Leach, 1820
Espécie: E. tricolor

Nome Científico

Egretta tricolor
(Statius Muller, 1776)

Nome em Inglês

Tricolored Heron


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Garça-tricolor

A garça-tricolor é uma ave da família Ardeidae. Também conhecida como garça-de-três-cores.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (francês) aigrette = garça; e do (latim) tri = três; e color, coloris= cor, cores. ⇒ garça de três cores.

Características

Mede 60–70 cm, com envergadura de 95 cm. Cabeça, pescoço, manto, superfície superior das asas e cauda azul ardósia; queixo e parte anterior do pescoço brancas, com uma linha fina de castanho ou ferrugem, continuando para a parte superior do peito; barriga, flancos e uropígio brancos; penas longas no dorso marrom-arroxeado. As plumas ornamentais, da época da reprodução, incluem várias plumas brancas filamentosas curtas no occipital; plumas lanceoladas filamentosas de comprimento curto a médio, lilases a violeta, no pescoço posterior, pescoço inferior e lados do peito e plumas escapulares filamentosas marrons madeira, estendendo-se para ou além da cauda quando totalmente crescidas. Bico longo amarelo com a ponta preta. Na época da reprodução, o bico é turquesa-cobalto com a ponta preta, menos intenso nas fêmeas do que nos machos; partes nuas faciais amarelas fora da época da reprodução e azul na época reprodutiva; íris magenta durante a reprodução e marrom após; pernas e pés amarelo acinzentado fora da época da reprodução e marrom, laranja ou rosa escuro na época reprodutiva. Sexos semelhantes. Imaturo com asas e pescoço marrom-avermelhado.

Subespécies

Possui duas subespécies, que diferem na cor dorsal, cor do queixo e linha mediana do pescoço e tamanho do corpo:

Obs: Alguns autores consideram Egretta tricolor occidentalis (Huey, 1927) e outros Egretta tricolor rufimentum (Hellmayr, 1906) como subespécies.

Alimentação

Alimenta-se principalmente de peixe, mas não despreza crustáceos, anfíbios, pequenos répteis, gastrópodes e insetos aquáticos.

Reprodução

No período reprodutivo diversos indivíduos se reúnem em colônias de centenas de indivíduos. Durante a corte o macho ergue todas as plumas, estende as asas para fora e para baixo enquanto abaixa a cabeça, em seguida aponta o bico para cima, estica a cabeça e balança o pescoço enquanto emite um som estridente. Seus ninhos são feitos em manguezais, no chão, arbustos ou árvores baixas. É o macho quem inicia a construção do ninho e a fêmea então completa o trabalho. O ninho é feito de ramos e gravetos que formam uma plataforma, no centro da qual se encontra uma tigela forrada com ervas e folhas. Na cópula a fêmea solicita o macho inclinando-se para a frente e agachando-se, com o pescoço parcialmente retraído. O macho monta segurando com os dedos dos pés nas costas da fêmea, balança para se equilibrar e usa o bico para manter a posição. A fêmea põe geralmente 2 a 4 ovos, de cor azulada, na proporção de um por dia. Os pais se revezam no choco, com um período de incubação de aproximadamente 22 dias. Os filhotes serão alimentados pelo casal por 35 dias com ração regurgitada. Com cerca de vinte dias de idade, os filhotes começam a explorar a parte externa do ninho, mas só vão levantar voo um mês depois.

Hábitos

Habita manguezais, pântanos, lagoas, zonas costeiras, estuários e, eventualmente, águas interiores, não distantes da costa. Encontrada solitária ou aos casais. É uma ave migratória bastante solitária durante o dia, por outro lado passa a noite com seus congêneres em dormitórios mistos. Em suas áreas de alimentação é muito territorial e caça vigorosamente qualquer intruso, de sua espécie ou não. Fica pescando à espreita em águas rasas. Caminha lentamente em sua área de caça, às vezes molhando-se até a barriga. Dedica muito tempo a cuidar e alisar suas penas.

Voz: Ambos os sexos dão “Aaah” durante encontros agressivos. Chamadas de “Scaah” ao se aproximar do ninho com comida e quando em postura de alerta. Durante o namoro, os machos emitem chamadas “Unh” e sons de gemidos; ambos os sexos podem fazer “Cu h l-Cu h l”. A maioria das vocalizações é conhecida apenas no período de namoro e nidificação; gritos agonísticos e de alarme (“Aaah e Aahrr”) são os únicos notados durante a estação de não procriação.

Distribuição Geográfica

R (Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos) Reproduz-se desde o sudeste dos Estados Unidos até o norte da América do Sul, sendo o litoral do Piauí e Ceará o limite da área de ocorrência no Brasil. Presente também nos litorais da Colômbia e Peru.

Referências

Galeria de Fotos